sábado, 14 de abril de 2012

A fuga das galinhas...

Em uma aula de Física Quântica (não, não era exatamente esta matéria, óbvio, mas tão chata quanto a em questão deve ser - me perdoem os que a amam, se é que existem), haviam 7 Desperates.

Sabe aquele professor com a fala mansa e contínua, em que não se sabe se ele está afirmando ou perguntando, física quântica ou educação moral e cívica, bravo ou feliz?

Aula chata, sala cheia, conversas paralelas, barulho, professor de cara feia...eis que uma Desperate vem com a idéia: vamos sair desta aula?

A informação se propaga com as demais (no estilo telefone sem fio), todas entendem e concordam: precisamos ser discretas.

Uma se levanta em direção a porta e em fila,

outra +
outra + outra,
outra + outra + outra + outra = 7

Não usávamos desculpas esfarrapadas como dor de cabeça, de barriga, de dente afinal, 7 mal estares seriam difíceis de encontrar. As ladies apenas pediam licença, o que soava muito educado de nossa parte, mas que exatamente nesta aula decidimos não fazer já que a sala estava tão cheia.

A mais estabanada, lógico, enganchou a bolsa na cadeira fazendo com que a mesma fosse ao chão. Foi nesse momento que a sala inteira resolveu se calar, o silêncio imperou e todas as atenções se voltaram para a nossa fuga, sim, a fuga das galinhas.

A nossa idéia era de que o professor nada notasse, mas a sua cara de abismado fez-nos ter certeza que ele acompanhou cada passo e, definitivamente, reprovou.

Este episódio deu idéia para o convite do encontro seguinte, que seria o sexto Desperates. E nem mesmo para pedir encarecidas desculpas sinceras e merecidas ele, o professor, foi convidado. Ô coitado!


sexta-feira, 13 de abril de 2012

Maria, Maria....do Caixão!

Como várias garotas no auge dos seus 21 anos eu estava em busca da fama, da imaginária vida glamurosa das estrelas. Então, a minha idéia para alcançar este objetivo foi iniciar um curso de teatro. 
E deu certo, ou quase.
Entrei em um pequeno grupo de teatro. A coisa funcionou e a peça ia muito bem. Comecei fazendo alguns comerciais. E me senti...eu era uma atriz! Figurante, na verdade. Sabe aquela pessoinha que passa atrás da árvore do outro lado da rua de onde está o ator principal e ninguém vê? Essa era eu. Eis que recebo um convite.
A produtora da peça conhecia o José Mojica Marins vulgo lindo, belo: Zé do Caixão. Sim, aquele conhecido pelas suas longas unhas que provavelmente povoava os seus pesadelos quando pequeno, o próprio. Na época ele queria cortar suas preciosas (e nojentas) unhas e para isso, faria um “show”. Antes, divulgaria o evento em alguns programas de TV. Onde eu entro nessa história? Fui convidada para ser assistente de palco do Zé do Caixão. Caixãozete a seu dispor.
Claro que eu topei, eu e mais umas 10 garotas desesperadas pelos 5 minutos de fama. Mico nacional. O “modelito”, ah o “modelito”, preciso descrevê-lo para você. Como uma boa assistente de palco precisei usar algo, digamos, sexy. Como se tratava da assistente de palco de ninguém mais ninguém menos que o Zé do Caixão, usávamos um colant de elanca vermelho e bem, beeeeem cavadinho, salto alto, maquiagem vulgar e unhas vermelhas, claro.
A Desperate aqui (diga-se de passagem, sempre fui desperate mesmo sem conhecimento do real significado dessa palavra) se achava o máximo e acreditava realmente que chegaria ao estrelato fazendo aquilo e vestida daquele jeito, no mínimo, bizarro, até porque, bizarrisses faziam parte do show.

Então o grande dia chegou. A minha grande, super estréia em rede nacional. Era fato que a atitude do Zé do Caixão em cortar suas unhas despertaria o interesse de grandes emissoras e por isso, lá estava eu. Era 13 de março de 1998, sexta feira 13, no bar de rock chamado Led Slay, na Av. Celso Garcia/SP,  estávamos sendo gravados e seríamos  transmitidos  no Domingão do Faustão. Nossa que emoção!
Achava-me linda, sexy e já famosa.
Porém conseguir a fama ficou um pouco difícil, já que as 10 “Caixãozetes”, inclusive eu, se digladiaram sobre o palco, enfrente as câmeras. Uma pior que a outra, querendo aparecer naquelas “roupithas”, (na verdade deveríamos nos esconder, isso sim!) Preciso falar o que aconteceu? Óbvio que para minha enorme frustração não apareci em lugar nenhum.  Quer dizer, eu achava que não.
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Um belo dia estava indo viajar com meu namorado (hoje meu marido e que acompanhou toda essa história de perto) e fui olhar uma revista que estava no banco de trás do carro. Danadinho, era uma Playboy. Como sempre fui uma pessoa mega ansiosa, tenho a particularidade de ler tudo de trás pra frente, então comecei a folhear a revista do fim. Advinha o que eu vi? Dei um grito no carro: UAU, estou na Playboy!!! Meu marido quase bateu o carro. E me perguntava “onde, onde, onde”? E eu respondia “ Aqui, aqui...óh”! Bem, ele não conseguia ver direito porque a foto era 1/4 da página e todas as meninas estavam amontoadas para aparecerem.  Eu aparecei bem atrás, tampada por outra, mas o rosto dava para ver bem , se procurasse direito, claro. Até hoje falo pra todo mundo que um dia eu já saí na Playboy.

Essa foi uma das minhas histórias em busca da fama, que não consegui, mas valeram pelas experiências divertidas e que fizeram valer a pena tudo o que foi vivido.

sábado, 7 de abril de 2012

Desperates MC's na área * Iou Iou

Alguns de nossos emails eram sérios, eu juro. Não a maioria. Longe disso. Vamos dizer que aproximadamente 10% de seriedade. De bom tamanho, né?!

Eis que uma de nós, criativa³, lançou um email em "formato" de RAP. Formato que eu digo é rimado e com letras, digamos, de MANO. Se é que vocês me entendem. E a partir deste RAP, uma seqüência de letras recheadas de humor e rimas, resultavam em muitas risadas. Nos tornamos Desperates MC’s.

Abaixo algumas das hilárias letras. Infelizmente muitos dos emails trocados, e conseqüentemente os RAPs, foram perdidos. Uma pena. Daria um ótimo livro de piadas. Ok, menos, menos. Um livro, digamos, de palhaçadas. Que pra nós fazia todo o sentido. Espero que pra vocês também. Pensando bem, não precisa fazer sentido. Servindo pra tirar alguns sorrisos já está valendo.
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"Mais uma semana começando
e o sol à pino queimando
a caxola das meninas
Genivaldos e Josefinas

Estou animadíssima
pois o fim de semana foi agitadíssimo
é o namorado viajar
que o barato fica doidíssimo

amanhã ninguém segura
Josuelzão* e suas calças
que cobrem quase o pescoço
deve engasgar até com osso

Para vocês minhas queridas
desejo-lhes o melhor
uma semana maravilhosa
cheias de alegrias conseguidas com muito suor (cheiroooooso!)"

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Essa eu dedico às Mc's da máfia, todas firmeza que estão sempre junto nas parada, é nóis.

"Iou Iou
Ontem a pós começou
e todo mundo se esquivou
de 12
Só 4 se interessou
Iou Iou
A Mc I perdidassa
A Mc II pasme, de bolsa dourada
Mc Emanuele toda sexy
E eu quase uma chacrete mascando chicrete
Iou Iou
O M. Josuel* continua igual
com o rego que come a cueca
mas ele nem se interessa
Eca!!!
Cadê minhas amigas de sala?
Faltou a Mc III, a IV e a V!!!!
E os homens? Que nada
Nada de gordinhos da Pepsi
de carequinha do notebook
e nem de fernando da tartaruga
É só nóis na parada dura!!!
Valeu!!! Fica com Deus...
Só Jesus salva.
E não esquece que quinta tem aula!!!!!"

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As letras são fiéis. Só os nomes que constavam, inclusive dos professores, foram trocados e acreditem, melhor assim! Massss, se um professor em especial ler isto daqui ele vai se reconhecer e, quem sabe, entender que a altura de suas calças é digna de um senhorzinho de 70 anos adepto de suspensório. HowHowHow.



“Nossas loucuras são as mais sensatas emoções. Tudo o que fazemos deixamos de lembranças para os que sonham um dia ser como nós: loucos, mas felizes.”  Anônimo

sexta-feira, 6 de abril de 2012

II Da série...Aqui Jaz - O Livro dos Epitáfios - Aran & Castelo

O Alérgico"Só faltava essa: A madeira do caixão me fez empipocar todinho."
 
O Alfaiate"Tudo para Rigor. Mortis"
 
O Anoréxico
"Aqui jaz nada."
 
O Ateu
"Tão bem vestido e nenhum lugar para ir..."
 
O cantor de Reggae
"Everything is gonna be allright?"
 
O cantor sertanejo
"Corno, agora, só no quinto dos infernos"

 

E, como seria o Epitáfio do coelhinho da Páscoa?

"Comi uma cenoura, com casca e tudo, tão grande ela era.........
ploft"


sábado, 31 de março de 2012

O que é bom a gente repete...

E assim veio o segundo encontro...


O terceiro....


O quarto...


E o quinto.


A cada nova Reunião um tema, uma verdadeira festa.

Entre um encontro e outro, novas situações vividas e muitos assuntos guardados criavam expectativa (com direito a dores de barriga) para o próximo. No final de cada festa já programávamos a próxima. Quando o grande dia se aproximava muitos emails (hilários) eram trocados, tamanha a ansiedade.

E cada vez mais percebemos que aqueles encontros iam além da bagunça em si. Eles se tornaram necessários em nossas vidas.

Chegamos à conclusão que aconteça o que acontecer:
NÃO vivemos mais sem Desperates.


sexta-feira, 30 de março de 2012

Huuummm...Ô se promete!!!

Quando eu era pequena eu era assim, eu era assim!!

Desde que me entendo por gente sou da turma do fundão. Sempre falei mais que a boca e levei muita bronca de professores e coordenadores. Gostava mais da brincadeira destrambelhada dos meninos à falar delicadamente, sobre maquiagens e homens, como a maioria das meninas fazia. E ai se naquele tempo houvesse a lei do Bulling, eu e meus amigos certamente seríamos enquadrados no artigo XX - X (ops, verifiquei que isso ainda não virou lei).

Hoje sou totalmente contra a descriminação (embora note certo exagero em determinadas situações), mas na época eu queria mesmo era bagunçar.
Lógico que o resultado dessa farra toda era desastroso.
Notas vermelhas, boletins tenebrosos, recuperações e mais recuperações...

Mexendo e remexendo nos meus papéis encontrei um de meus "belos" boletins. Este é do segundo colegial e, como podem ver, fiz questão de ficar até a última recuperação possível e imaginável que a escola oferecia. RV = Recuperação de Verão. Se não me engano acontecia em janeiro ou fevereiro. Só sabíamos se tínhamos passado de ano alguns dias antes de iniciar o ano letivo.


ps: a identidade foi preservada com receio de retaliação da empresa empregadora desta Desperate.

Sim, eu gostaria que minha mãe tivesse sido mais severa comigo, me cobrasse boas notas e lições. Se ela tentou e desistiu, não lembro. Hoje sou uma boa (ótima, modéstia a parte) profissional, mas é fato, tive que correr atrás do tempo perdido. Por isso, cuidado papais, fiquem de olho.

Se eu mudaria algo se voltasse no tempo? Claro que não. Continuo preferindo pessoas aos estudos, bagunça à quietude, broncas à tranquilidade, palhaçadas à cara de quem comeu e não gostou, tudo regado à muitas, muitas risadas.

E, se aqui se faz, aqui se paga ou se praga de professor pega, melhor eu nem sonhar em ter filhos. Deixe que os bons alunos os tenha.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Desperates recomenda Exercício Físico...

Está precisando de um estímulo para malhar?
Não encontra tempo, disposição?
Inicia empolgadíssima uma temporada na academia, promete para si mesma que dessa vez é pra valer e, em menos de 1 mês, qualquer programa de TV é desculpa para faltas e como consequência, a desistência?

As Desperates tem a solução: